Os meus próximos 2 anos são para os DM!

2 12 2011

Se hoje fosse fazer uma sondagem aos fãs portugueses sobre se acreditavam no regresso dos DEPECHE MODE em 2012, decerto a grande maioria diria que sim. Certamente a mesma maioria que há 6 meses atrás se mostrava céptica nas primeiras declarações nesse sentido do “big mouth” ANDY FLETCHER. E muito provávelmente a mesma maioria de fãs que no final da TOUR OF THE UNIVERSE se mostrava convicta que era desta que os DEPECHE MODE iam “arrumar as chuteiras”!
Como devotee nada mais me restaria que acreditar convictamente nas mais recentes palavras do nosso FLETCH, ainda que eu tenha plena consciência que o homem é um verborréico compulsivo, que ás vezes fala mais do que o que sabe, mas na verdade eu já vi este filme outras vezes no passado. E além disso, diz a sabedoria popular que uma mentira contada muitas vezes acaba por se tornar verdade.
Dei-me ao trabalho de ir ver as diversas declarações que FLETCH foi fazendo ao longo deste ano sobre o assunto e conferi que, se é verdade que as mais recentes declarações não têm grandes novidades, não há dúvida que neste momento as afirmações parecem mais convictas. Ele está convicto que as “brincadeiras” como DJ terminaram, e que os próximos 2 anos são para dedicar aos DEPECHE MODE.
E assim em 2012 arranca um novo ciclo para a banda. Como sempre aconteceu no passado, a banda reune-se em Janeiro para trocar ideias e DAVE e MARTIN mostrarem as canções em que têm estado a trabalhar no último ano e meio. Depois, mais cedo ou mais tarde entram em estúdio com um produtor, e aí dependendo do ambiente mais ou menos positivo as gravações podem demorar mais ou menos tempo. Um álbum pronto para edição no Outono de 2012 não é utopia, pois encaixa na “time-line” dos 2 últimos álbuns de originais. E a tourné de promoção até podia arrancar no Verão, numa espécie de “teaser” para o álbum, mas é mais realista que percorra o mundo do final de 2012 e durante 2013.
Seja como for, eu acredito que os meus próximos 2 anos são mesmo para dedicar aos DEPECHE MODE… de uma maneira ou de outra!





A alma dos Depeche Mode

23 07 2010

Para conhecermos a história destes 30 anos de Depeche Mode, melhor do que ler a mais completa das biografias da banda, é lermos as dezenas de canções que Martin Gore escreveu ao longo destas 3 décadas. Da inocência dos poemas de adolescente que deu a conhecer em A Broken Frame, aos idealismos negros de Black Celebration, ou a paixão e o erotismo de Music For The Masses. Da dôr pessoal de Violator, aos hinos “gospel” religiosos de Songs Of Faith and Devotion, e a crueza dos dramas reais de Ultra. Do renascimento pessoal de Exciter, aos tortuosos caminhos do dia-a-dia em Playing The Angel, ao futuro de Sounds Of The Universe.
E nesta viagem pelas canções de 30 anos, revela-se também perante nós o retrato mais fiel do verdadeiro Martin Gore. Por isso digo que para mim ele é a alma dos Depeche Mode. E sem alma não há vida alguma. E se a tudo isto juntar todo o seu talento para a composição musical, e a sua voz delicodoce, então esta alma é perfeita. Por isso, longa vida ao melhor “songwriter” do mundo.





The Best hand-clapper in the world!

7 07 2010

Em português diria que Andy Fletcher é o maior bate-palmas do mundo. Mas este cognome não é originalidade minha, foi-lhe carinhosamente aposto há uns anos atrás pelos seus colegas de banda Martin e Dave. Foi uma divertida maneira de contornarem o constrangimento constante de identificar publicamente o que Andy na realidade fazia nos concertos ao vivo, o que nos ultimos se tornou indisfarsável, pois na verdade ele pouco ou nada toca nos sintetizadores. Sim, mas bate muitas palmas!

Já em estúdio, e com o passar dos anos o seu papel foi sendo cada vez mais de “back-office”, de executivo. Ele não compõe as canções, não ajuda na produção das mesmas. Na realidade Andy Fletcher limita-se a ouvir as “demos” do Martin, depois a avaliar o trabalho do produtor e a sancioná-lo ou não com um simples acenlo de cabeça.

Se eu disser isto de outro elemento de uma qualquer banda de música, decerto se dirá que é peça dispensável e sem sentido. Pois nos Depeche Mode este elemento, Andy Fletcher, não só não é dispensável, como o equilibrio e continuidade da banda dependeram, dependem e vão continuar a depender da sua presença. Os DM não fazem sentido sem o Andy, no dia em que ele decidir sair não há mais DM.





A Praia Algarvia de Enjoy The Silence

11 05 2010

Haverá poucos fãs portugueses que não saibam que parte do videoclip de Enjoy The Silence foi filmado em terras de Portugal. O videoclip é do mais internacional que existe, pois foi gravado em vários países, dos Alpes suiços, a planicies de Espanha, e a praias de Portugal. A história desta primeira visita dos DM ao nosso país é simples. Algures durante o ano de 1989, muito provavelmente no inicio do Outono, Anton Corbijn e uma pequena equipa de video-produção entre os quais Richard Bell, chegam ao Algarve acompanhados de David Gahan. Uma pequena praia na zona de Alvor, conhecida pelo nome de Prainha, será um dos locais das filmagens do videoclip de Enjoy The Silence.
O argumento é simples, por isso as filmagens não demoram mais do que um dia. A filmagem é feita ao final da tarde, aproveitando a luz especial do pôr-do-sol algarvio. David Gahan vestido de rei, com manto púrpura e coroa dourada na cabeça, e com uma cadeira “arm-chair” nas mãos, caminha ao longo da verde arriba com o mar azul em fundo, descendo a escarpada arriba ao longo de uma escadaria de pedra até chegar á praia.
Depois caminha pelo areal dourado, a sua silhueta confundindo-se com os arcos esculpidos nas rochas pelas ondas do mar. Olhando o mar revolto, as ondas batendo nas rochas, estende a sua cadeira no areal e senta-se de frente para o mar contemplando-o enquanto o sol se põe no horizonte.
O acesso á Prainha faz-se pelo interior do Aldeamento Turistico com o mesmo nome, já na época uma das mais famosas e luxosas unidades hoteleiras de 4 estrelas do Oeste Algarvio.
Acreditamos que terá sido nas tipicas vivendas do aldeamento que David Gahan, Anton Corbijn e a equipa de filmagens terão ficado instalados durante este curta estada no Algarve.
A Prainha é local obrigatório de romagem para os devotos fãs portugueses, e desde há muitos anos local idilico das férias ideiais do staff do clube de fãs. Na próxima visita ao Algarve não deixem de passar por lá, e “walking in my shoes” do Dave Gahan.






Lembram-se do SuperDisco?

31 12 2009

Já nem é moda, é mesmo uma daquelas necessidades incontroláveis de chegados ao final de cada ano juntar tudo no mesmo passe-vite, e espremer tudo muito bem espremido, e eleger os melhores do ano. Naturalmente que quando estamos a falar de música, de discos, e de concertos, esse resumo espremido dos melhores do ano acaba por ficar refém dos gostos pessoais e aos ódios de estimação de quem escolhe.

Vêm isto a propósito daquilo que fui lendo nalguns jornais e revistas portugueses nos últimos dias, que não deixaram de ceder à tentação de fazer os seus espremidos “tops” dos melhores discos do ano e também os melhores concertos. E se em relação aos discos não fiquei surprendido por não ver o álbum Sounds Of The Universe nas escolhas dos srs. espremedores nacionais, já no que diz respeito ao concerto do Pavilhão Atlântico confesso que estava à espera de algum reconhecimento.

O memorável concerto dos Depeche Mode em Lisboa  foi completamente ignorado nas escolhas dos melhores concertos que Portugal viu em 2010. Como é que é possivel tamanha ignorância? Devoção e fanatismo à parte, e quem me conhece sabe que sou tudo menos faccioso, foi um dos melhores concertos do ano senão o melhor. Mas, bem vistas as coisas,  depois de todas as criticas ao concerto que li na imprensa portuguesa, esperar que alguém se lembrasse no final do ano dessa noite era no minimo esperar acertar no euromilhões.

Lembram-se do SuperDisco? Tenho um de 1987 com o Strangelove.  Essas colectâneas de fim de ano, com uma mistura discutivel de alguns dos êxitos/singles do ano, mais não são que uma espécie de revenda do catálogo do ano das editoras. Pois bem, estas escolhas dos “melhores do ano” dos jornalistas mais não são do que isso. Escolhas pré-compradas, escolhas que tem de pagar favores e borlas que foram dados ao longo do ano pelas editoras e promotores. Nos Estados Unidos consta que um juri constituido pelos profissionais da revista Time, fez as suas escolhas do ano, e lá estava Sounds Of The Universe nos 10 melhores do ano. Descubram lá porquê!!! 





speak and spell: o regresso da voz

9 12 2009

Já andava com saudades de escrever os “meus editoriais” sobre os detalhes particulares do universo Depeche Mode, sobretudo no ponto de vista luso. É um espaço que faltava, para dar voz a uma visão certamente personalizada mas mais assertiva e critica dos temas Depeche Mode. Como no passado, serei decerto polémico e incómodo mas convenhamos, a devoção lusa precisa de ser continuamente espicaçada!








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